terça-feira, 23 de julho de 2013

HOLLEN: A ESPADA

Ps.: Além das partes sequênciais do meu livro, estou escrevendo pequenas histórias que serão inseridas dentro dessas partes. Esses subplots são importantes para conectar a trama principal, além de apresentar motivações e flashbacks. Hollen: A Espada faz parte deste contexto. Outros subplots virão. O livro ganha forma e seu conteúdo vai enriquecendo com o tempo!


"Aquele que é similar a Deus” tomou a frente de suas tropas. Estava imponente, conduzindo ele mesmo uma biga, um carro de guerra, puxado por dois corcéis. Estes, brancos como a neve, seus olhos reluziam fogo e seus cascos brilhavam como latão reluzente. A cada toque de seus cascos, ouvia-se o ribombar de trovões. Miguel usava sua armadura de ouro puro, seu cinto reluzia, fazendo com que tivéssemos dificuldade de manter nosso olhar fixo nele. Segurava em suas mãos o seu montante. Também de um brilho intenso. Sua presença animou o seu exército.
Observei todo aquele cenário. Naquele momento acreditava que com o advento do homem, estaríamos condenados a uma posição subalterna aos olhos de Deus. O seu amor pela criação acabou nos cegando. Eu pelo menos estava cego, sem ver a verdade. A língua afiada do Dragão havia ferido nosso espírito e nos conduzido para o abismo. Miguel colocou o seu elmo de combate, apenas os seus olhos podiam ser vistos. Sua espada começou a ser tomada por labaredas, crepitando logo em seguida. Ele apontou o dedo para Lúcifer e vociferou:
 _ Não há mais tempo para corrigir o seu erro. Essa guerra já dura tempo demais. Irmãos lutando contra irmãos. Morte e destruição em um local que foi criado pelo amor de Deus. Sua ganância pelo poder chegará ao fim aqui! Os seus corcéis bateram os cascos e os trovões tomaram todo o local, era a deixa para que os exércitos de Miguel avançassem. Um mar de anjos começou a voar, partindo como flechas a toda a velocidade. Miguel saiu na frente conduzindo sua biga. Do outro lado, recebemos ordens para investir contra os anjos que seguiam o general das tropas do Criador. Quando as duas frentes se chocaram uma chuva de raios caiu sobre a Terra. Ouvia-se os trovões beijando o solo do planeta. O som das espadas batendo uma contra as outras.
A biga varria os rebeldes e muitos anjos eram pisoteados pelos corcéis que marchavam a toda velocidade de encontro ao verdadeiro inimigo, Lúcifer. Miguel o queria mais do que tudo. Não aceitava tamanha iniquidade e tamanho pecado deveria ser lavado com a morte."

Nenhum comentário: